Geografia
Sua população, de acordo com o censo do IBGE 2008, é de 76.155 habitantes. O Município é uma parte do Brasil representada pelo seu povo oriundo da maioria dos estados, principalmente, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais e dos estados do Nordeste. As etnias indígenas, habitantes que já estavam aqui na época da ocupação da região, dão o toque especial das misturas de raças que faz de Cacoal um pedacinho original do Brasil.
Subdivisões
Distrito de Riozinho: conglomerado urbano às margens da BR -364 com cerca de 5.000 habitantes localizado há 12 quilômetros de Cacoal. Uma área com potencialidade logística para se transformar no Segundo Setor Industrial do Município.
Divinópolis: Vilarejo Rural com infra-estrutura urbana. Possui escola, ginásio de esportes, energia e uma pequena população. Localizado na Linha 14, fica distante 35 quilômetros da sede de Cacoal.
Bairros
São 29 bairros, sendo eles:
Centro, Cristal do Arco Íris, Bela Vista, Conjunto Halley, Floresta, Habitar Brasil, Incra, Industrial, Jardim Bandeirante, Jardim Clodoaldo, Jardim Eldorado, Jardim Itália, Josino Brito, Liberdade, Parque Alvorada, Nova Esperança (BNH), Novo Cacoal, Novo Horizonte, Parque Fortaleza, Parque Industrial, Princesa Isabel, Residencial Parque Brizon, Santo Antônio, Jardim Saúde, Teixeirão, Vilage do Sol I, Vilage do Sol II e Vista Alegre.
Localização
Cacoal está localizada na porção Centro-Leste do Estado, na microrregião de Cacoal e na mesorregião do Leste Rondoniense.
Localiza-se a uma latitude 11º26'19" sul e a uma longitude 61º26'50" oeste, estando a uma altitude de 200 metros. Possui uma área de 3.793 km² representando 1,6% do Estado. Seu território tem como limite as cidades de Presidente Médici ao noroeste, Espigão d'Oeste ao leste, Castanheiras e Ministro Andreazza ao oeste, Pimenta Bueno ao sudoeste e Rolim de Moura ao sul.
Mapa

Clima
O clima da região, segundo Koppen, do tipo AM, corresponde às florestas tropicais com chuvas do tipo monção. Caracteriza-se por elevadas precipitações cujo total compensa a estação seca, permitindo a existência de floresta. Esse tipo climático domina toda a área, onde a temperatura média fica em torno de 24°C.
Cartas de isoietas anuais demonstram variações de precipitações anuais entre 1.750 e 2.750 mm. Os valores de umidade relativa apresentam isohigras entre 80% e 85%.
Rio Machado.
Foto: Arquivo Prefeitura
Hidrografia
O principal curso de água é o rio Machado, chamado mais adiante de rio Ji-Paraná, afluente do rio Madeira, pela margem direita.
Fauna
A fauna da região de Cacoal é composta por animais de pequeno e grande portes como mamíferos, aves, répteis, peixes e muitos insetos. Dentre os mamíferos podemos encontrar nas matas da região onças (Panthera onca), jaguatiricas (Leopardus pardalis) macacos (Cebus sp.), cotias (Dasyprocta sp.), pacas (Agouti paca), antas (Tapirus terrestris), veados (Mazama sp., Ozotoceros sp.), tamanduás (Myrmecophaga sp., Tamandua sp.), porcos-do-mato (Tayassu tajacu), tatus (Dasypus sp., Euphractus sp.), preás (Cavia aperea), entre outros mamíferos. Aves como gaviões (Elanoides forficatus, Gampsonyx sp., Buteogallus sp.), araras (Ara spp.), periquitos e tuins (Myiopsitta sp., Forpus sp. ), papagaios (Amazona sp.), urubus (Cathartes spp. ), beija-flores (Phaethornis sp., Heliomaster sp.), jacus (Penelope spp.), mutuns (Mitu sp.), saíras (Tangara spp.), tiés (Ramphocelus spp.) que alimentam se de frutos de embaúba, rolas (Streptopelia spp.) e dezenas de outros pássaros que também podem ser avistados nas matas e proximidades da cidade. A fauna de répteis e anfíbios também é riquíssima como em toda a região amazônica tendo como representantes mais comuns cobras, jacarés, tartarugas, rãs, sapos, lagartos, calangos e outros. A fauna aquática é composta por diversas espécies de peixes como lambaris (Astyanax spp.), pacus (Colossoma sp.), piranha (Pygocentrus sp.), dourados (Brachyplatystoma sp.), pirararas (Phractocephalus hemioliopterus), pintados (Pseudoplatystoma corruscans), cascudos (Hypostomus sp.), bagres (Genidens sp., Bagropsis sp., Bagre sp.), traíras (Hoplias spp.) e outras espécies. A fauna de artrópodes é a mais diversificada, destacando-se várias espécies de besouros, formigas, cupins-de-solo, cupins-de-montículos, cupins-arborícolas, libélulas, gafanhotos, aranhas, borboletas, mariposas, abelhas, percevejos, mosquitos e outros, que podem ser encontrados nos mais deferentes habitat.
Vegetação
A vegetação observada no Município de Cacoal é do tipo savana, predominando, no entanto, uma de transição entre floresta aberta e savana, dado o caráter típico da transição climática.
Entretanto, outros tipos distintos de cobertura vegetal podem ser observados e agrupados em quatro unidades, a saber: Floresta Tropical Densa: Caracterizada pela heterogeneidade florestal sempre verde, constituída por três estratos: arbóreo, arbustivo e herbáceo e subarbustos; a vegetação de menor porte encontra-se imersa na sombra, pois, não existe um período de queda das folhas. As espécies vegetais mais comuns são Orbignya speciosa (Mart.) (Buriti), Mezilaurus itauba (Meissn.) Taub. (Itaúba), Protium icariciba (DC.) March.(Breu), Hymenolobium petraeum Ducke (Angelim-pedra),Parkia pendula (Angelim-saia), Cordia goldiana Huber (Freijó), Bertholletia excelsa Humb. et Bonpl. (Castanha-do-pará), Cedrela odorata L. (Cedro), Hevea brasiliensis M. Arg. (Seringueira), Swietenia macrophylla King. (Mogno), Torresea acreana Ducke (Cerejeira), entre outras.
Floresta Tropical Aberta : caracterizada pelo maior espaçamento entre as suas árvores e uma expressiva quantidade de palmeiras (babaçu, patoá, inajá), cipós e bambu; distribui-se por diferentes superfícies fisiográficas e cobre a maior parte dos relevos dissecados e ondulados sendo comum as espécies: Simarouba amara Aull. (Marupá), Bertholletia excelsa Humb. et Bonpl. (Castanha-do-pará), Hevea brasiliensis M. Arg. (Seringueira), Swietenia macrophylla King. (Mogno), Cedrela odorata L. (Cedro), Castilla ulei Warb. (Caucho), Torresea acreana Ducke (Cerejeira), Cariniana sp (Cachimbeiro), Apuleia molares Spruce (Garapeira), Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. (Cumaru-ferro), Bagassa guianensis Aubl. (Garrote), Schizolobium amazonicum Huber ex Duck (Paricá), Tabebuia serratifolia (Vahl) Nichols. (Ipe), Enterolobium contorsticilicuum (Timburi), Copaifera langsdorffii Desf. (Copaíba), Ceiba pentandra L. (Sumauma), Jacaranda copaia (Caroba), Apeiba tibourbou Aubl. (Pente de macaco), Protium icariciba (DC.) March.(Breu), Parkia pendula (Angelim-saia), Hymenaea courbaril L. (Jatoba), Mezilaurus itauba (Meissn.) Taub. (Itauba), Hymenolobium petraeum Ducke (Angelim-pedra), Cordia goldiana Huber (Freijó), Oenocarpus bataua Mart. (Patauá), Orbignya speciosa (Mart.)(Buriti), Calycophyllum spruceanum Benth. (Mulateiro), Maximiliana regia (Inaja), Anacardium occidentale L. (Cajueiro gigante) e outras espécies/
Áreas de Savana ou Cerrado: tipificadas por árvores de pequeno porte, tortuosas, isoladas ou, agrupadas sobre um revestimento de gramíneas, possuindo geralmente casca grossa e tuberosa, adaptadas a solos deficientes e com altas concentrações de alumínio. Podem se apresentar como savana arbórea densa (cerradão), com maior número de indivíduos (árvores de até 10m), adensados e ramificados (esgalhados), arbustos anões e palmeiras acaules e/ou savana arbórea aberta (campo cerrado), com árvores pequenas (até 5m), esparsamente distribuídas, plantas anãs e palmeiras acaules, sendo comum ao longo do eixo da Rodovia BR-364. Mata ripária ou de galeria (“ciliar”) também é uma feição observável localmente.
Áreas de transição ou Tensão ecológica: representadas por superfícies de contato entre diferentes classes de vegetação (mistura de espécies), interpenetrando-se e competindo entre si, visando ocupação de um mesmo espaço, ocorrendo entre a Rodovia BR-364 e o rio Roosevelt. Essa transição pode ser da savana com a floresta tropical aberta ou com a floresta semidecidual. Essas áreas estabelecem-se preferencialmente com aquelas submetidas a uma transição climática.
Áreas de vegetação antropizada: identificadas em áreas submetidas à intervenção humana, caracteriza-se pela retirada da vegetação nativa e a ocupação por atividades agropecuárias e, quando abandonadas, pelo desenvolvimento de uma vegetação secundária (capoeira), localizando-se preferencialmente junto a aglomerados urbanos e ao longo do eixo da Rodovia BR-364. Ações de reflorestamento são inexpressivas no município. À medida que se dirige para o sul em direção a Cuiabá, a vegetação vai perdendo a feição de floresta tropical e assume gradualmente um caráter de floresta semidecidual, ou seja, aparenta ser uma "mata seca" pela presença de uma estação seca (estiagem com a perda das folhas das árvores mais altas).